sexta-feira, 23 de outubro de 2009

MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA

Creio no Evangelho de Jesus Cristo, e diante do compromisso total com a verdade, verdade que liberta (João 8), gostaria de compartilhar mais um texto que muito falou ao meu coração. Novamente sito a fonte: www.caiofabio.com  




MOVIMENTO PELA REGENERAÇÃO DA IGREJA NA HISTÓRIA

Nos dias da Reforma Protestante, 95 foram as teses. Hoje a tese é uma só: Se tudo é Graça de Deus, então, não há barganhas a serem nem propostas e nem aceitas, jamais.
Portanto, eis como segue:

1.    Há um só Deus, que se revelou como Pai, Filho e Espírito Santo; sendo, no entanto, um só Deus; e tal realidade divina pode ser por nós apenas crida, mas jamais entendida. Ora, sem fé é impossível agradar a Deus!
2.    Tudo e todos os que existem foram criados por Deus e para Deus; e Deus ama a todas as Suas criaturas e criações; posto que sendo amor a natureza de Deus, tudo o que Ele criou por amor o criou.
3.    Deus é Amor; portanto, Deus é Graça; visto que somente no Amor há Graça; sendo também esta a razão de Deus haver feito o Sacrifício Eterno pela Sua criação e todas as Suas criaturas, antes mesmo de criar qualquer coisa; posto que o Cordeiro Eterno de Deus, que é também o Filho, entregou-se como Redenção e Remissão de pecados antes que qualquer coisa, ente, criatura ou dimensão tivessem sido criadas.
4.    As transgressões que houve e há na criação, não demandaram de Deus um “improviso”, um remendo; posto que a Graça do amor de Deus revelado aos homens não seja um improviso, mas a consecução do amor que já se dispusera a tudo por amor à criação antes de haver mundo.
5.    Deus é amor, é, portanto, Pessoa; pois não há amor sem pessoalidade. Por isto ao criar seres capazes da pessoalidade, Deus chamava a Sua criação a um vinculo de relacionalidade com Ele, em amor, verdade e graça.
6.    Sendo Deus Eterno e Infinito, e o homem mortal e finito, não há meios de o homem ou qualquer criatura discernirem Quem Deus é a menos que Deus faça revelação de Si mesmo.
7.    Portanto, tudo quanto de Deus possa ser sabido nos vem exclusivamente por revelação; seja a revelação Dele mediante a Natureza das coisas criadas, seja pela iluminação da consciência, seja pelas Escrituras que decorreram da fé de Abraão, seja pela ciência como apreensão da revelação livre que Deus faz de Si mesmo.
8.    A Palavra de Deus, portanto, se manifesta de muitos modos; entretanto, uma só é a Palavra; e toda a sua revelação está manifesta em Jesus, que é o Verbo Eterno, a Palavra antes de qualquer Natureza, Consciência, Ciência ou Escritura; posto que somente em Jesus seja possível discernir Deus em Sua plenitude de revelação aos homens. Afinal, Jesus disse: “Quem me vê a mim, vê o Pai” [...] “Eu e o Pai somos Um”.
9.    Sendo Deus Eterno e totalmente transcendente ao homem, tudo o que Dele nos venha é Graça; e sem Graça, favor divino em todas as coisas, nada pode ser por nós apreendido como bem eterno em razão de nossa incapacidade de discernir o Eterno e Infinito, especialmente quanto a aprender a Sua vontade.
10.                       Além disso, pela mesma razão, somente se pode manter relação com Deus mediante a fé, posto que a fé se abra para todas as coisas, visíveis e invisíveis; e mais: somente a fé não conhece impossível; portanto, somente pela fé se pode manter vinculo com Aquele está para além de toda compreensão.
11.                       Ora, sendo Jesus o Cordeiro Eterno de Deus que se manifestou na História, o fez no mesmo espírito da Graça Eterna, a mesma concedida à criação e às criaturas antes que houvesse mundo. Por isto Jesus não é o Deus dos cristãos, nem de qualquer grupo humano, nem o fundador do Cristianismo, nem o Deus dos crentes que assim se confessem apenas pela filiação a uma agremiação religiosa... Antes pelo contrário, Ele é a verdadeira Luz que vinda ao mundo ilumina a todos os homens; posto que Jesus tenha sido apresentado a nós como pertencendo a uma Ordem Sacerdotal Superior, não religiosa, não humana, e que é descrita como sendo a Ordem de Melquizedeque, na qual todos os seres humanos, sabendo ou não de tamanha Graça a eles disponível em Cristo, nela estão incluídos por uma decisão unilateral do amor de Deus; posto que Deus estivesse em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo.
12.                       Desse modo, tudo quanto concerne ao homem como necessidade, surge de Deus como solução do amor na Graça; a saber: arrependimento, fé, salvação, redenção, perdão, justificação, alegria, santificação e esperança eterna. Assim, não há nada que seja essencial ao homem que seja provisão do homem para o homem; pelo contrário, tudo provém de Deus.
13.                       Por esta razão o povo de Deus é o Povo da Graça; pois, quem quer que esteja em Deus só o está em razão de ter sido incluído gratuitamente em tão grande salvação.
14.                       Além disso, esse Povo de Deus é chamado a tornar-se seguidor de Deus nos passos de Jesus; e, por isto, só é Povo de Deus [e, portanto, Igreja], aquele que se entregar a Deus apenas crendo que no Cordeiro Eterno, Cristo Jesus, Tudo Está Consumado; não restando ao homem nada a fazer a fim de completar o que já estava Feito antes de haver mundo.
15.                       É porque o Evangelho é assim, e porque Jesus assim ensina, e, além disso, por ter sido apenas este o Fundamento Apostólico sobre o qual a revelação da Nova Aliança se deu, é que afirmamos com temor e santo temor que:
15.1.    O que se fez nesses 1700 anos de História Cristã Romana, da qual a própria Reforma Protestante não deixou de ser herdeira, rompendo com muitas coisas, mas não com todas, tornando-se assim, de certa forma, apenas uma Re-forma, mas não uma Revolução de sentidos, conteúdos, e, sobretudo, de simplificação não de formas, mas de espírito — é ainda algo totalmente insatisfatório; posto que seja ainda um reformar, mas não uma ruptura de conteúdos, de dogmas, de doutrinas humanas, de lógicas mundanas, todas elas criadas pelo Pai do Cristianismo e seus auxiliares históricos: o Imperador Constantino.
15.2.       Que o que provocou a Reforma nos dias dos Reformadores do Século XVI, tornou-se algo revivido com ênfases e disfarces de maldade ainda maior entre nós, hoje; posto que agora tudo seja feito com máscaras do “nome de Jesus”, porém, com modos que fazem as vendas de Indulgências que deram pavio ao fogo da Reforma, tornarem-se temas inocentes de presépio infantil.
15.3.         Que as barganhas, as negociatas, as campanhas de exploração da credulidade do povo, o uso perverso da Bíblia, o espírito de troca e comercio, as maldições e ameaças pronunciadas “em nome de Jesus”, os novos apóstolos do dinheiro e da prosperidade, o desenfreado comercio da fé como produto, a utilização de todos as formas de manipulação e engano, as inegáveis manifestações de ações criminosas em nome da fé, o uso político da igreja e do nome de Jesus, e tudo quanto entre nós hoje se define como “igreja” e sua prática histórica, não mais é que um estelionato sem tamanho e medida, e que faz a Igreja Católica do Século XVI uma entidade de bruxos aprendizes daqueles que entre nós hoje são pastores, bispos, apóstolos e candidatos diabólicos à divindade.
15.4.    Que não é mais possível usar termos como “evangélico”, que deveria significar “aquilo que carrega a qualidade do Evangelho”, nem termos como “Igreja”, que deveria apenas ser a assembléia dos crentes no Jesus dos Evangelhos — posto que “evangélico” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é descrito como sendo anti-evangélico, e “Igreja” tenha se tornado aquilo que no Evangelho é apenas uma multidão perdida e sem pastor, tamanho é o descaminho dos seus guias e condutores do engano.
15.5.      Que não é mais possível conviver passivamente com tamanho engano blasfemo, sob pena de nos tornarmos indesculpáveis diante de Deus, desta geração, e das que ainda virão.
15.6.    Que hoje se ouve a Voz de Deus, dizendo como fez antes muitas vezes, e no futuro ainda voltará a dizer: “Sai do meio dela, ó povo meu!” Sim, pois “o Senhor conhece os que Lhe pertencem”; e deseja separar Seu Povo do convívio perverso não no “mundo”, mas, sobretudo, no “ambiente chamado ‘igreja’”; posto que, pela anuência silenciosa, estamos corroborando o engano para aqueles que não sabem discernir entre a mão direita e a esquerda.
15.7.    Portanto, convidamos a todo aquele que ainda crê em Jesus segundo a pureza do Evangelho, que assuma hoje, e para sempre, uma total ruptura com tudo aquilo que se disfarça sob o nome de Jesus, mas que nada mais é do que manifestação do engano, até que chegue o Dia quando todo “Senhor, Senhor” que não teve correspondência de obediência ao Evangelho, de Jesus ouvirá o terrível “Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim todos vós que praticais a iniqüidade”.
15.8.    Aqui, sem alarde, com total sinceridade no Evangelho, convidamos você a abraçar a busca da Regeneração; pois, o que a “igreja” precisa a fim de se tornar Igreja, segundo Jesus, é de Regeneração, de conversão, de arrependimento e de iluminação do Evangelho na Graça de Deus.
15.9.    Portanto, não temos barganhas a fazer com tudo aquilo que, mesmo sendo anunciado “em nome de Jesus”, nada tenha de Jesus e do Evangelho; e assim fazemos porque temos certeza de que seremos cobrados por Deus se nos mantivermos alheios, silenciosos, perversamente educados no nosso assistir da mentira na sua prevalência histórica contra a verdade e a simplicidade do Evangelho.
15.10.                     Estas são as teses puras e simples deste momento/tempo de Busca de Regeneração de nós mesmos no Evangelho. Quem diz amém ao Evangelho de Jesus, esse não temerá viver todas as implicações dessa decisão proposta não como Reforma, mas como Regeneração.



Nele, que nos chama a servi-Lo hoje, nesta geração, pois a ela estamos endividados pelo conhecimento da Verdade em Jesus,


Caio Fábio D’Araújo Filho
E quem mais assinar antes ou depois de minha assinatura...
21 de outubro de 2009
Lago Norte
Brasília
DF

UM CONVITE A DOCE REVOLUÇÃO - O REINO É SIMPLES

 Tenho sempre acompanhado, lido e sempre sou edificado com o site www.caiofabio.com - gostaria de aqui com a devida sitação da fonte, de publicar este texto: Um Convite à  doce revolução - O reino é simples.

 


Artigo 1º - Fica decretado que agora não há mais nenhuma condenação para quem está em Jesus, pois o Espírito da Vida em Cristo livra o homem de toda culpa para sempre.

Artigo 2º - Fica decretado que todos os dias da semana, inclusive os sábados e domingos, carregam consigo o amanhecer do Dia Chamado Hoje, por isso qualquer homem terá sempre mais valor que as obrigações de qualquer religião.

Artigo 3º - Fica decretado que a partir deste momento haverá videiras, e que seus vinhos podem ser bebidos; olivais, e que com seus azeites todos podem ser ungidos; mangueiras e mangas de todos os tipos, e que com elas todo homem pode se lambuzar.

Parágrafo do Momento:

Todas as flores serão de esperança, pois todas as cores, inclusive o preto, serão cores de esperança ante o olhar de quem souber apreciar. Nenhuma cor simbolizará mais o bem ou o mal, mas apenas seu próprio tom, pois o que daí passar estará sempre no olhar de quem vê.

Artigo 4º - Fica decretado que o homem não mais julgará o homem, e que cada um respeitará seu próximo como o Rio Negro respeita suas diferenças com o Solimões, visto que com ele se encontra para correrem juntos o mesmo curso até o encontro com o Mar.

Parágrafo que nada pára:

O homem dará liberdade ao homem assim como a águia dá liberdade ao seu filhote para voar.

Artigo 5º - Fica decretado que os homens estão livres, e que nunca mais nenhum homem será diferente de outro homem por causa de qualquer Causa. Todas as mordaças serão transformadas em ataduras para que sejam curadas as feridas provocadas pela tirania do silêncio. A alegria do homem será o prazer de ser quem é para Aquele que o fez, e para todo aquele a quem encontre em seu caminhar.

Artigo 6º - Fica ordenado, por mais tempo que o tempo possa medir, que todos os povos da Terra serão um só povo, e que todos trarão as oferendas da Gratidão para a Praça da Nova Jerusalém.

Artigo 7º – Pelas virtudes da Cruz fica estabelecido que mesmo o mais injusto dos homens que se arrependa de seus maus caminhos terá acesso à Arvore da Vida, por suas folhas será curado, e dela se alimentará por toda a eternidade.

Artigo 8º – Está decretado que pela força da Ressurreição nunca mais nenhum homem apresentará a Deus a culpa de outro homem, rogando com ódio as bênçãos da maldição. Pois todo escrito de dívidas que havia contra o homem foi rasgado, e assustados para sempre ficaram os acusadores da maldade.

Parágrafo único:

Cada um aprenderá a cuidar em paz de seu próprio coração.

Artigo 9º – Fica permanentemente esclarecido, com a Luz do Sol da Justiça, que somente Deus sabe o que se passa na alma de um homem. Portanto, cada consciência saiba de si mesma diante de Deus, pois para sempre todas as coisas são lícitas, e a sabedoria será sempre saber o que convém.

Artigo 10º – Fica avisado ao mundo que os únicos trajes que vestem bem o homem diante de Deus não são feitos com pano, mas com Sangue; e que os que se vestem com as Roupas do Sangue estão cobertos mesmo quando andam nus.

Parágrafo certo:

A única nudez que será castigada será a da presunção daquele que se pensa por si mesmo vestido.

Artigo 11 - Fica para sempre discernido como verdade que nada é belo sem amor, e que o olhar de quem não ama jamais enxergará qualquer beleza em nenhum lugar, nem mesmo no Paraíso ou no fundo do Mar.

Artigo 12 – Está permanentemente decretado o convívio entre todos os seres; por isso, nada é feio, nem mesmo fazer amizades com gorilas ou chamar de "minha amiga" a sucuri dos igapós. Até a "comigo-ninguém-pode" está liberta para ser somente a bela planta que é.

Parágrafo da vida:

Uma única coisa está para sempre proibida: tentar ser quem não se é.

Artigo 13 - Fica ordenado que nunca mais se oferecerá nenhuma Graça em troca de nada, e que o dinheiro perderá qualquer importância nos cultos do homem. Os gazofilácios se transformarão em baús de boas recordações, e todo dinheiro em circulação será passado com tanta leveza e bondade que a mão esquerda não ficará sabendo o que a direita fez com ele.

Artigo 14 – Fica estabelecido que todo aquele que mentir em nome de Deus vomitará suas próprias mentiras e delas se alimentará como o camelo, até que decida apenas glorificar a Deus com a verdade do coração.

Artigo 15 – Nunca mais ninguém usará a frase "Deus pensa que...", pois, de uma vez e para sempre, está estabelecido que o homem não sabe o que Deus pensa.

Artigo 16 - Estabelecido está que a Palavra de Deus não pode ser nem comprada e nem vendida, pois cada um aprenderá que a Palavra é livre como o Vento e poderosa como o Mar.

Artigo 17 – Permite-se para sempre que onde quer que dois ou três invoquem o Nome em harmonia, nesse lugar nasça uma Catedral, mesmo que esteja coberta pelas folhas de um bananal.

Artigo 18
- Fica proibido o uso do Nome de Jesus por qualquer homem que o faça para exercer poder sobre seu próximo, e estabelecido que melhor que a insinceridade é o silêncio. Daqui para frente, nenhum homem dirá "O Senhor me falou para dizer isto a ti", pois Deus mesmo falará à consciência de cada um. Todos os homens e mulheres que crêem serão iguais, e ninguém jamais demandará do próximo submissão, mas apenas reconhecerá o seu direito de livremente ser e amar.

Artigo 19 – Fica permitido o delírio dos profetas, e todas as utopias estão agora instituídas como a mais pura realidade.

Artigo 20 - Amém!

Caio

e tantos quantos creiam que uma revolução não precisa ser sem poesia

A menina, o embrulho e o significado de Amor fraternal



Estive participando da viagem missionária do Projeto Nasce ao campo de Moçambique – África neste ultimo mês de julho de 2009.

Foi uma experiência enriquecedora onde grandemente fomos tocados e usados por Deus em meio a um povo que tem conhecido o Evangelho de Jesus Cristo.

Uma das experiências que mais marcou minha vida foi durante um seminário para a população da região do Distrito do Ile a cerca de 800Km da cidade de Chimoio onde o PRONASCE possui sua base continental.

Neste local ficamos hospedados em um acampamento que nossa equipe montou nas dependências da igreja que nos serviu de base para nossas atividades.

Fui designado para trabalhar com a equipe que cuidaria das crianças, contando historias bíblicas, realizando brincadeiras, cantando e tocando com elas, etc.

Em um dia, na hora do almoço, onde o número de crianças presentes era bem mais do que a comida poderia dar, dividimos todos em grupos, e distribuímos tudo, tudo o que tínhamos o que não era muito, apenas massa de Milho (“Shima” como eles chamam) e um pequeno cabrito. Num certo momento enquanto organizávamos aqueles que já tinham se alimentado dos demais que ainda faltavam, uma cena marcou para sempre a minha vida. Era uma multidão de crianças, paramos de contar quando já passava dos 250 e pelos cálculos pelo menos umas 350 ou mais estavam ali.

A comida não deu para todos, mas foi justamente nesta falta de recursos que vi o verdadeiro significado de amor e compartilhar com o irmão o pouco que temos. No meio da multidão, vi quando uma pequena menina, aparentando no máximo uns 10 ou 12 anos (pra falar a verdade poderia ter até mais, pois muitos não possuem um crescimento adequado devido as muitas dificuldades), veio passando com muita dificuldade, mas com perseverança e determinação, no meio de todos, curvando-se, virando-se, lutando para chegar até um grupo de crianças menores, e ao se aproximar, alcançou uma bem pequena, indefesa ante a grande multidão, e se aproximou com todo o cuidado, retirando de suas roupas (de sua capulana, um manto que envolve o corpo como uma saia) um pequeno embrulho feito de folhas de mangueira, onde com muito cuidado desembrulhou um pequeno pedaço de carne de cabrito, com mais osso do que carne, mas era o que tinha para comer, e estendeu a mão e carinhosamente deu a seu pequeno irmão que com um sorriso agradeceu e pode, ainda que pouco, alimentar-se ou pelo menos disfarçar por algum tempo a fome.

Essa ação, despercebida pela multidão, foi talvez a maior demonstração de amor que compartilha e perseverança que tenha visto. Amor que vence barreiras, que não se intimida ante os obstáculos, que não se limita a palavras vazias, mas que mostra na prática o que é amar de fato e de verdade (1ª João 3:16-18) e em gestos simples, mas profundamente encharcados pelo genuíno amor e misericórdia, entende que mais bem aventurado é dar do que receber.

Aquela menina e seu pequeno embrulho, feito de folhas, mostrou-me como precisamos sair de nossas zonas de conforto e termos coragem de compartilharmos o que nos custa caro, e para ela, era precioso aquele pedacinho de carne/OSSO, pois para dar ela teve que abrir mão de ter para si, e preferiu compartilhar com quem aos seus olhos e coração precisava mais do que ela e não se intimidou, antes foi e agiu e sua ação fez diferença na vida de uma pequena vida que para ela valia mais do que a sua.

Que lição essa menina dá a igreja brasileira! Enquanto a maioria dos “religiosos” brasileiros ficam lutando entre si, disputando quem é mais, quem é o maior, o melhor, se aterrando nos doentios bairrismos imperialistas denominacionais, amargamente “elitizando” e monopolizando uma doentia expressão de “fé” (??), buscando o status, a grandeza, a prosperidade, barganhando com Deus, onde o que se embrulha e desembrulha é orgulho, a soberba, a divisão, a frieza e falta do mais importante que é o amor.

Precisamos rever nossa pratica de amor, como povo que se diz evangélico. Será que lutamos uns pelos outros, será que estamos dispostos a abrir mão do nosso próprio bem estar e pensar e agir em prol do outro, do que chamamos de “irmão em Cristo”? Será que estamos dispostos a lutar, quebrar barreiras que nos dividem, e em vez de esperarmos uma contrapartida de possíveis recompensadores benefícios que queiramos desfrutar, recebermos apenas o sorriso e a certeza de que o nosso próximo, o nosso irmão está bem, e até mesmo por causa disso, ficará melhor do que nós?

A igreja brasileira tem perdido a pratica do amor e isto tem causado inúmeras doentias praticas que tem mostrado ao mundo muito “barulho”, mas nada de vida e nada de amor e misericórdia.

Temos que acabar com tanta frieza, tanta divisão, concorrência, imperialismo e bairrismo, e termos coragem de lutarmos pela fé, uns pelos outros, levando o pão da vida que é Cristo, envolto em folhas de misericórdia e com perseverança, vivermos o que de fato significa o amor fraternal, o compartilhar, o lutar juntos pela fé evangélica (Filipenses 1:27/2:1-11).

Infelizmente muitos insistem em ficar no discutir e brigar por tantas coisas insignificantes, e criam doutrinas, teologias, regras, etc... Criando um mercado de “fé”, uma fé sem obras, morta e infrutífera, e o amor vai se esfriando cada vez mais.

Isto tem que acabar!

Louvo a Deus por esta experiência vivida na África onde aprendi algo que jamais os livros dos que se julgam mestres e doutores em teologia poderiam ensinar, nem tão pouco nos shows-sensacionalistas-gospel, nem nas megas-estruturas denominacionais puderam algum dia ensinar. Mas antes, Deus na sua Graça usou algo que aos olhos da multidão é insignificante, mas aos olhos de Cristo é o que de fato significa amar e compartilhar.

Foi uma menina, um embrulho de folhas de arvore, um pedaço de cabrito, um sorriso de criança, que pude ver na prática o que significa – AMAR!

Que esta lição seja cravada no seu, no meu, no nosso coração!

Em Cristo, que tudo nos deu por amor

Pr. Alexandre Tadeu Cardoso de Oliveira

Projeto Nasce